
O Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) recomendou que todos os lavradores da União Industrial Açucareira (Unial), localizada em Amélia Rodrigues, sejam demitidos indiretamente. A recomendação surgiu a partir de inspeções que detectaram más condições dos alojamentos, falta de água e alimentação de qualidade e vale para todos os trabalhadores que queiram deixar a unidade açucareira. A inspeção foi realizada na manhã desta quarta-feira (22) na usina de cana-de-açúcar por um procurador do MPT e por dois auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a partir de denúncias de um grupo de lavradores. Os trabalhadores chegaram a paralisar as atividades de corte de cana desde a última sexta-feira (17) por causa das más condições de trabalho. Eles impediram a saída dos ônibus que fazem o transporte diário dos trabalhadores para as lavouras de cana-de-açúcar. Os lavradores queimaram plantações, se apossaram das chaves dos cadeados dos alojamentos e atearam fogo em colchões como forma de protesto. A empresa se comprometeu a pagar o valor integral da rescisão de contrato de trabalho a quem optar pela demissão indireta. Os auditores fiscais ainda devem aplicar uma série de autos de infração para a Unial. Também será apresentada uma série de recomendações para que a empresa corrija as falhas detectadas durante a inspeção. De acordo com o procurador do Trabalho, Rafael Garcia, caso a empresa se negue a pagar as rescisões de quem queira deixar a usina, o MPT adotará medidas judiciais para garantir o direito dos lavradores.
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