O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou ontem o parecer do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) que recomenda a perda de mandato do deputado André Vargas , ex-PT e ex-vice-presidente da Casa. O processo ainda precisa ser analisado pelo Plenário da Casa, onde tem de ser aprovado por 257 deputados, em votação aberta, o que pode dificultar a concretização da cassação.
O deputado ainda pode apresentar recurso à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Segundo Delgado, Vargas quebrou o decoro parlamentar ao ter atuado na intermediação junto ao Ministério da Saúde em favor do laboratório Labogen, do doleiro Alberto Youssef, preso em março por participação em esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com o relator, mais grave é a relação próxima de Vargas com o doleiro.
"Youssef e André Vargas tinham uma relação íntima. A primeira concretização disso era o contrato firmado no Ministério da Saúde e já estavam caminhando para haver uma relação com a Funcef, a fundação dos economiários da CEF." Delgado afirmou que essa relação de Vargas é incompatível com o decoro parlamentar. Vargas nega as acusações. (DCI)


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